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1) INTRODUÇÃO A aveia tem importante papel no sistema de produção de grãos, no sul do Brasil, caracterizando-se por ser uma excelente alternativa para o cultivo de inverno, e para o sistema de rotação de culturas, encaixando-se conforme a necessidade dos produtores. Proporcionando ainda cobertura do solo evitando o impacto da gota da chuva, adubação verde, forrageiras de alto valor nutritivo, grãos de alta qualidade tanto para alimentação humana como animal. Em função de suas múltiplas formas de utilização: produção de grãos, formação de pastagens de inverno, elaboração de feno e silagem,e, a cobertura verde e morta do solo com vistas a implantação das culturas de verão, em sucessão, através da semeadura direta. Segundo o IBGE, a produção de grãos de aveia no Brasil cresceu 660% no período 1976 A 1994, fazendo com que o país passasse de importador e exportador deste cereal
2) ESCOLHA DO TALHÃO A escolha do terreno deve ser feita avaliando: boa drenagem, pouca acidez, boas características físicas e com boa fertilidade. Preferencialmente, para que atinja seu potencial de rendimento, estas áreas devem estar em rotação de culturas com outras culturas de inverno ou até mesmo em consorciações com outras espécies botânicas (leguminosas).
3) PREPARO DO SOLO O preparo do solo, busca criar as melhores condições para a germinação das sementes e o bom desenvolvimento das raízes. Este método de preparo do solo deve ser baseado na necessidade de controle da erosão, controle de plantas daninhas, incorporação de fertilizantes e principalmente redução de custos.
4) ADUBAÇÃO DE BASE A quantidade de fertilizantes a ser utilizada dependerá dos resultados obtidos conforme análise do solo, além do histórico da área. Para o nitrogênio, devemos basear-se conforme teor de matéria orgânica do solo. Para o fósforo, devemos nos basear no “P” do solo, classe do solo e seqüência de cultivo. Para o potássio basear-se no teor de “K” do solo e no ano de cultivo numa seqüência de culturas. Através desses dados e suas devidas interpretações, delimitaremos a fórmula necessária, separadamente para cada circunstância.
5) ESCOLHA DA VARIEDADE As variedades de aveia devem ser escolhidas conforme seu potencial de rendimento, ou conforme a finalidade de produção a que é proposta (produção de grãos ou massa verde) que sejam resistentes a seca, doenças e geadas, tolerantes a solos com alumínio tóxico e solos ácidos, ou seja variedades que garantam com o menor investimento, o melhor retorno da produção esperada.
6) DENSIDADE DE SEMEADURA A densidade varia normalmente de 250 a 400 sementes aptas por m2. Podendo ser semeada a lanço ou em linhas (17 a 20 cm), empregando-se 60 a 80 kg de semente/ha, quando a lanço 30 a 40 % a mais de sementes. Para densidade de semeadura deve-se levar em consideração, o tipo de cultivar e a época de semeadura (março a junho), para obtenção do número de plantas desejadas, conforme a capacidade de afilhamento.
7) TRATAMENTO DE SEMENTES Muitas vezes as sementes de aveia, sem apresentar sintomas externos, podem estar infectadas por fungos e bactérias causadores de doenças. Em função disso, as sementes podem ser tratadas quimicamente para que possam estabelecer um melhor “stand” de plantas, com uma melhor sanidade, sendo de suma importância, pois também evitará nova introdução de fungos e bactérias patogênicos na lavoura.
8) PROFUNDIDADE DE PLANTIO Para que ocorra uma boa germinação, a aveia deve ser semeada a uma profundidade de 2-4 cm, pois em profundidades maiores, corremos o risco, de que as sementes de baixo vigor e com poucas reservas não germinem ou aumentem o período de total geminação, proporcionando com isso um menor índice de afilhamento.
9) MANEJO DE PLANTAS DANINHAS A cultura da aveia pode sofrer interferências de outras espécies, especialmente nos estádios iniciais de seu desenvolvimento, prejudicando seu rendimento quantitativo e qualitativo.
b) Controle
10) MANEJO DE DOENÇAS O manejo de doenças deverá ser feito, à medida em que a doença causar danos ao rendimento de grãos e massa verde, ou seja, o controle deverá ser feito quando a incidência foliar alcançar de 15 a 20%, à partir do afilhamento. 10.1) Principais
doenças
11) MANEJO DE PRAGAS O manejo de pragas deve ser realizado a fim de obtermos melhores resultados de produção, começando a ser monitorado desde a sua emergência. Visto que o período mais crítico é o período de emergência das inflorescências, que também está sujeito a qualquer tipo de estresse ambiental. A presenças de insetos causa reais danos seja pela redução da área fotossinteticamente ativa, como também pela sucção de seiva. De duas a três semanas após o surgimento das inflorescências os insetos causam os maiores danos, diminuindo os prejuízos à medida que se aproxima da maturação. 11.1) Principais
pragas
12) COLHEITA A colheita deverá ser realizada quando os grãos tiverem atingido umidade aproximada de 15%. O ciclo da cultura varia de 140 a 180 dias. O atraso da colheita determina a ação de fatores adversos, com prejuízos no rendimento qualitativo como quantitativo. Lembrando sempre que o atraso da colheita contribui para a deterioração das sementes, pois equivale a armazená-las a campo, em condições desfavoráveis e efeitos adversos. Quando o objetivo é somente como cobertura de solo ou a adubação verde, o manejo da fitomassa deve ser realizado na fase de grão leitoso. Isso normalmente ocorre 120 a 140 dias após a semeadura. Nesta fase não há grãos viáveis e ocorre o menor índice de rebrota após o manejo, podendo ser dessecada, rolada (rolo-faca) ou roçada (roçadeira).
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