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1) EXIGÊNCIAS (TEMPERATURA, FOTOPERÍODO E HÍDRICAS) As condições ótimas de temperatura para cultura da soja variam entre 20 a 30ºC (ideal para o desenvolvimento). Para que a germinação e emergência possam ocorrer de forma esperada, a temperatura do solo deve estar acima de 20ºC. Não se desenvolve com temperatura abaixo de 10ºC e acima de 40ºC poderá diminuir o potencial de rendimento, principalmente quando há escassez d’água. Para ocorrer à floração da soja a temperatura deve estar acima de 13ºC, podendo as variações de temperatura ocasionar diferenças nas datas da floração de uma mesma cultivar. Quando os estádios de floração e maturação são atingidos com maior precocidade, é porque ocorreram temperaturas mais elevadas, aliadas provavelmente com o estresse hídrico (áreas com plantas de menor estatura), podendo se agravar com a insuficiência de luminosidade (fotoperíodo) na fase de desenvolvimento vegetativo. Para a adaptação de diferentes cultivares em diferentes regiões, leva-se em consideração as suas exigências térmicas, hídricas e fotoperiódicas (fotoperíodo crítico, abaixo do qual é induzido o processo do florescimento), concluindo-se por isso, a soja é considerada planta de dia curto. A água se responsabiliza por atuar em todos os processos fisiológicos e bioquímicos ocorridos na planta, devido ao transporte de gases, minerais, solutos, entre outros. A água é importante em qualquer fase da planta, seja na germinação - emergência, desenvolvimento vegetativo ou floração - maturação (7 - 8 mm/dia), sendo necessário para a cultura da soja, durante todo seu ciclo 400 - 800 mm, variando conforme cultivares, ciclo, temperaturas ocorridas durante o seu desenvolvimento e manejo de solo.
2) ESTÁDIO DE DESENVOLVIMENTO DA SOJA 2.1) Fase
vegetativa 2.2) Fase
reprodutiva
3) ROTAÇÃO DE CULTURAS A rotação de culturas é apenas uma seqüência planejada de culturas numa mesma área, visando os aspectos de conservação e preservação ambiental, mas também, aspectos econômicos e comerciais para viabilização do sistema plantio direto. Para tanto, deve-se proporcionar o arranjo das espécies, envolvendo tempo e espaço, dividindo as propriedades em glebas e que as culturas sejam cultivadas em diferentes proporções, ano após ano, rotacionadas nas áreas da propriedade. A rotação de culturas proporciona inúmeras vantagens, quando adotada e conduzida de modo adequado, preservando ou melhorando as características físicas, químicas e biológicas do solo; auxiliando no controle de doenças e pragas; no controle de plantas daninhas; repondo matéria orgânica, protegendo o solo da ação dos agentes climáticos (impacto da gota e ventos); ajudando a viabilização do sistema e a diversificação da produção agropecuária. A rotação de cultura, para propiciar resultados positivos na melhoria das características de solo, deve ter um planejamento para que se possa produzir quantidades suficientes e necessárias de biomassa , utilizando plantas destinadas à cobertura de solo, cultivadas em condição solteira ou em consórcio.
4) SELEÇÃO DE ESPÉCIES Deve-se escolher as espécies que melhor se adaptarem a região, que tenham a capacidade de remoção de nutrientes e descompactação do solo, produzindo grande quantidade de biomassa, sendo elas gramíneas, forrageiras, leguminosas, entre outras, mas que ambas sejam apropriadas para tal finalidade. Utiliza-se: aveia preta, ervilhaca, aveia preta + ervilhaca, nabo forrageiro, tremoço, crotalária, etc..
5) PLANEJAMENTO O bom planejamento da rotação de culturas é aquele que permitirá o melhor desenvolvimento do sistema de produção, trazendo ao produtor maior economia e facilidade de manuseio dessas práticas.
6) TRATAMENTO DE SEMENTES E INOCULAÇÃO Na cultura da soja, busca-se ter uma população adequada de plantas, a qual é dependente da utilização de diversas práticas seqüenciais, exemplo disso, é o preparo do solo, a semeadura na época adequada, quantidade de cobertura, boa regulagem da semeadora (densidade e profundidade), quantidade de água disponível, uso de sementes sadias, etc.. Todavia, a semeadura nem sempre é realizada em condições ideais, ocasionando sérios danos na emergência da soja, havendo, muitas vezes, a necessidade de ressemeadura. Em tais circunstâncias, o tratamento de semente com fungicidas e/ou inseticidas oferece maior segurança, quando nos referimos ao estabelecimento da lavoura.
7) QUANDO TRATAR Deve-se tratar as sementes imediatamente antes da semeadura, pois esta prática quando realizada antes ou durante o período de armazenamento, além de inadequada, impede que os lotes tratados e não comercializados sejam destinados à indústria.
8) COMO TRATAR O tratamento deverá proceder da seguinte forma: aplicar primeiramente o fungicida para que ele propicie uma boa cobertura e haja aderência à semente. facilitando a obtenção do contato direto com a semente, evitando danos as células do inoculante (Bradyrhizobium japonicum). Estas práticas geralmente são realizadas com máquinas específicas que proporcionam eficácia nos processos. Quando o tratamento e a inoculação forem realizados com estas máquinas (tambor com eixo concêntrico) deve-se adicionar 300ml de solução açucarada a 15% (150g de açúcar cristal em um litro de água) para cada 50 Kg de sementes. Gira-se o tambor com uma manivela para umedecer as sementes, depois se acrescenta o fungicida na dose recomendada, e o tambor é novamente girado até que haja perfeita distribuição do fungicida e cobertura das sementes. O inoculante é então adicionado (500g de inoculante turfoso por 50kg de sementes, dando-se mais algumas voltas. Não se aconselha tratamento e inoculação diretamente na caixa semeadora por apresentar baixa eficiência). As doses dos fungicidas e do inoculante são sempre as mesmas, independentemente do equipamento utilizado. Nunca utilizar a solução açucarada como veículo para a inoculação das sementes, caso não seja efetuado o tratamento com fungicida.
9) CUIDADOS COM O INOCULANTE
10) CUIDADOS COM A INOCULAÇÃO
11) INOCULAÇÃO EM ÁREAS COM CULTIVO ANTERIOR DE SOJA São menores os ganhos de rendimento, em áreas com cultivo anterior de soja (5 a 15%), se compararmos com cultivo de primeiro ano (20 a 40%).
12) SEMEADURA A soja deve ser semeada a uma profundidade de 3 a 5 cm. 3cm (em solos argilosos e bem úmidos) a 5,0 cm (em solos arenosos e com pouca umidade). Na semeadura da soja, a profundidades maiores que 5 cm, sua germinação estará prejudicada, principalmente em solos com compactação superficial. A soja deverá ser semeada em linhas ou fileiras (40 a 60 cm), com objetivo de se obter uma população aproximada de 350 mil plantas/hectare.
13) ADUBAÇÃO A recomendação da quantidade de nutrientes, principalmente em se tratando de adubação corretiva, é feita com base nos resultados da análise do solo, sendo que o mesmo deve ser colocado abaixo da semente, pois o contato direto com a semente poderá causar a morte da semente.
14) PRINCIPAIS PRAGAS Lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis), lagarta-falsa-medideira (Chrisodeixis includens), lagarta-das-vagens (Spodoptera ssp), percevejo-verde (Nezara veridula), Broca-das-axílas (Epinotia aporema), etc..
15) CONTROLE DE PRAGAS Utiliza-se, para o controle de pragas da soja, um manejo efetuado com inspeções diárias nas lavouras, para quantificação e tamanho das pragas, além do nível de dano e percentagem de desfolha. Quando o caso é específico para lagartas e percevejos, as amostragens devem ser realizadas com um pano-de-batida, o qual deve ser preso por duas varas laterais, com 1 metro de comprimento, e ser preferencialmente de cor branca, para facilitar a visualização das pragas. A planta deve ser sacudida rigorosamente sobre a área em que esta o pano, após esta prática realiza-se a contagem das pragas. Este procedimento deverá ser repetido em vários pontos da lavoura, considerando como resultado final, a média de todos os pontos amostrados. A amostragem normalmente deve ser realizada pela parte da manhã (10h), pois a maior parte dos insetos se localizam na parte superior da planta. O número de amostras vai ser variável conforme o tamanho da área , como via de regra realiza-se em média 5 a 6 amostras em 10 hectares, 7 a 8 amostras a cada 30 hectares e de 10 a 15 amostragens em 100 hectares, quando as áreas ultrapassarem 100ha, divide-se a área em talhões de 100 hectares. A observação visual não serve como ponto de referência para estimar o número de insetos presentes na lavoura. O controle químico, só deve ser utilizado com o objetivo de reduzir populações economicamente importantes de pragas da soja, pois a aplicação causa forte dano aos agentes de controle biológico (inimigos naturais). O controle biológico, poderá ser feito a medida em que o agricultor preservar os inimigos naturais na lavoura, com aplicações de produtos seletivos, para permitir a proliferação dos inimigos naturais, ou ainda, pela introdução dos mesmos na lavoura. O controle deve ser realizado somente quando forem atingidos os níveis críticos, levando em conta as espécies dos insetos, estágio de desenvolvimento da planta, nível de infestação, qual os inseticidas e doses a serem utilizados.
16) PRINCIPAIS PLANTAS DANINHAS Poaia (Richardia brasiliensis), saco-de-padre (Cardiospermum halicacabum), leiteiro (Heuphorbia heterophila), picão (Bidens pilosa), papuã (Brachiaria plantaginea), milhã (Digitária horizontalis), corda-de-viola (Ipomoea acuminata), joá (Solanum sisymbriifolium), entre outras.
17) CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS Na cultura da soja, torna-se necessário o controle de plantas invasoras, pois causam danos e perdas significativas de rendimento, acentuando seu impacto conforme espécie de invasora, densidade, e distribuição na lavoura. O controle mecânico é pouco utilizado, devido implantação do sistema plantio direto. O controle cultural implica em adotar práticas (densidade, sementes sadias e de alto vigor, etc.) que permitam a cultura da soja, ter uma maior capacidade de competição com as plantas invasoras, alem de ser realizado em conjunto com outros métodos. O controle químico, consiste na aplicação de herbicidas os quais se apresentam de diferentes formas em nível de mercado, nos possibilitando seu uso para termos menor mão-de-obra, rapidez e eficácia na aplicação. Ocorre a necessidade de uma técnica para diferenciarmos as mais variadas espécies de plantas daninhas existentes na área, facilitando assim a escolha do herbicida mais indicado para controle.
18) PRINCIPAIS DOENÇAS Mancha-olho-de-rã (Cercospora sojina), Mancha-parda (septoria glycines), crestamento-foliar (Cercospora kikuchii), cancro-da-haste (Diaphorte phaseoli f. sp. meridionalis), antracnose (Colletotrichum dematium f. sp. trucata), podridão vermelha da raíz (fusarium solani), podridão-parda-da-haste (Phyalophora gregata), mofo-branco (Sclerotinea sp.).
19) CONTROLE DE DOENÇAS Em nível de campo, as doenças são um dos principais fatores, responsáveis pela diminuição dos rendimentos da cultura da soja. Várias são as práticas de controle de doenças, porém a mais eficaz e econômica é a resistência genética da cultivar, seguida por tratamento de sementes, rotação de culturas, eliminação de plantas hospedeiras e voluntárias, tratamento químico, entre outros.
20) COLHEITA 20.1) Para consumo 20.2) Para semente
Observar a umidade (12 a 16%) do grão pois isso é de altíssima importância para obtermos uma semente de boa qualidade. Não inferior a 12% e não acima de 16% de umidade.
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