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1) INTRODUÇÃO O triticale é um cereal de inverno, Esse cereal resultou da hibridação de duas espécies distintas, o trigo (Triticum aestivum L.) e o centeio (Secale cereale L.). A apresenta a rusticidade do centeio e as qualidades panificáveis do trigo, é o primeiro cereal criado pelo homem, com impacto econômico significativo. A sua tecnologia de produção assemelha-se com a cultura do trigo. No Brasil, o seu estudo teve início em 1.969. Em 1.982 o cultivo comercial expandiu-se. O objetivo era usá-lo para o consumo humano, mas como sua qualidade não foi eficiente, o seu uso foi expandido para a alimentação de aves e suínos. É uma cultura que se adapta a diferentes condições de solo e clima. Possui uma alta capacidade de produção, além de ter uma tolerância a solos ácidos e resistência à doenças fúngicas.
2) ESCOLHA DO TALHÃO Para o cultivo do triticale deve-se escolher áreas com uma boa fertilidade, altitudes iguais para o plantio do trigo. As áreas devem estar em rotação de culturas para evitar o ataque de pragas e doenças. Devido a sua rusticidade e tolerância a condições desfavoráveis de acidez do solo, em especial com referência a toxidade de alumínio, pode ser cultivado em regiões classificadas como ecologicamente marginais à cultura do trigo.
3) PREPARO DO SOLO No Sistema Convencional, é necessário que se descompactem as camadas adensadas e que esteja com umidade adequada. Arar ou subsolar a área com antecedência. No sistema de Plantio Direto é recomendado quando o solo estiver adequado para esta prática.
4) ADUBAÇÃO DE BASE Como na cultura do trigo, a adubação deve seguir as recomendações da ánálise de solo e do histórico da área. Nas regiões onde existe agricultura integrada à criação de aves e suínos, o adubo orgânico poderá ser utilizado e com respostas marcantes à produção. A adubação deve ser feita com emprego das tabelas de recomendações de calagem e adubação N P e K, em função da análise do solo.
5) ESCOLHA DAS VARIEDADES Deve-se escolher cultivares que respondem às boas produtividades e resistentes à doenças. A melhor época para o plantio para a região de Campos Novos -SC é de 10/06 à 31/07. Deve-se atrasar uns dias o plantio em relação ao plantio do trigo, em função do espigamento precoce de algumas variedades de triticale. As cultivares recomendadas para a região de Campos Novos são:
6) DENSIDADE DE SEMEADURA A densidade de semeadura para a região de Campos Novos é de 400 sementes aptas/m2. O espaçamento usado para a cultura é de 17 Cm entre linhas. Nos locais onde há risco de acamamento, deve-se baixar um pouco a densidade.
7) TRATAMENTO DE SEMENTES O tratamento de sementes deve estar sempre associado à rotação de culturas. Os fungos que mais atacam as sementes de triticale são: Bipolaris sorokiniana, Drechslera tritici-repentis (helmintosporiose), Stagnospora nodorum (septoriose) e Fusarium graminearum (giberela). Recomenda-se o tratamento de sementes apenas em lotes onde o nível de infecção por Bipolaris sorokiniana estiver inferior a 30%. Acima deste nível as sementes devem ser descartadas.
8) PROFUNDIDADE DE SEMEADURA O triticale deve ser plantado numa profundidade de 2 a 3 cm.
9) MANEJO DE PLANTAS DANINHAS O manejo de plantas daninhas na cultura do triticale deve seguir as mesmas recomendações para a cultura do trigo. As ervas daninhas mais freqüentes também são o nabo, aveia, azevém, cipó de veado e vica. O controle dessas ervas poderá ser através do controle químico, usando herbicidas pós emergentes. Se a área for pequena, aconselha-se que o controle seja feito com capina manual.
10) MANEJO DE DOENÇAS Para um manejo bem sucedido de doenças é necessário que se use sementes sadias, rotação de cultura e o uso de cultivares resistentes. As doenças mais comuns na cultura do triticale são as manchas foliares, doenças da espiga como giberela e brusone que são de díficeis controles. Para o controle de manchas foliares recomenda-se o uso de fungicidas sistêmicos.
11) CONTROLE DE PRAGAS O controle de pragas também se assemelha com a cultura do trigo. Deve-se monitorar a lavoura desde o início de sua implantação. É importante o uso de produtos seletivos para preservar os inimigos naturais da cultura.
12) COLHEITA A colheita do triticale deve ser realizada o mais cedo possível, evitando prejuízos na qualidade do grão, no poder germinativo e no vigor das semente. O grão deverá estar em torno de 14 a 13% de umidade. É importante que na hora da colheita a máquina esteja bem regulada e ajustada, para evitar perdas e danos nos grãos. Em função do triticale possuir uma maior quantidade de palhas em relação ao trigo, a colheita deverá ser realizada com uma velocidade menor.
13) PRODUTO FINAL Do total da produção recebida pela COPERCAMPOS® de triticale consumo, 40% é destinado à Fábrica de Rações e 60% é vendido para o mercado interno catarinense. Da área de produção de sementes, 15% é comercializado em Campos Novos e 85% nos estados do Rio Grande do Sul e Paraná.
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