AMEIXA
(Prunus salícina)

COPERCAMPOS®

  

1) INTRODUÇÃO

A ameixeira cultivada no Brasil pertence à espécie Prunus salícina, originária do Extremo Oriente, ou é um de seus híbridos com espécies geneticamente próximas, originárias da Europa e da América do Norte. A ameixeira européia Prunus doméstica, muito importante em termos de produção mundial, inclusive para a produção de ameixa preta (passa), é pouco cultivada no Brasil por ser mais exigente em frio.

O cultivo de ameixeira, apesar de apresentar muitas analogias com o do pessegueiro, espécie frutífera do mesmo gênero, distancia-se deste último principalmente pelos seus problemas fitossanitários específicos.

Em termos de adaptação às condições edafoclimáticas, a ameixeira apresenta uma variabilidade bastante acentuada e com os devidos ajustes (principalmente de cultivares), pode ser cultivada em praticamente todo o Estado de Santa Catarina.

Os dados utilizados para escolha de cultivares foram obtidos nas Estações Experimentais de Videira, São Joaquim e Urussanga, da EPAGRI, que são representativas dos três pólos de produção de ameixas: Meio-Oeste, Planalto Serrano e Sul Catarinense respectivamente; cada um com indicação específica de cultivares.

Extrapolações para outras regiões poderão ser feitas levando-se em conta especialmente o somatório das horas de frio com temperaturas abaixo de 7,2oC durante o repouso hibernal, bem como os riscos de geada durante e após a floração e a pluviometria no período de colheita que, quando excessiva, prejudica a qualidade e sanidade dos frutos.

  

2) IMPLANTAÇÃO DO POMAR

2.1) Escolha do terreno
O pomar deve ser implantado em áreas que apresentam as seguintes características:

  • Protegidas dos ventos dominantes e preferencialmente com exposição norte, para reduzir o problema de Xanthomonas e cancro bacteriano.

  • Situadas na meia encosta superior ou outros locais com maior proteção contra as geadas. As cultivares de floração precoce devem ser plantadas acima daquelas de floração tardia.

  • Solos profundos, bem drenados e com declividade preferencial-mente inferior a 20%. Acima desta declividade deve-se usar sistema de patamares.

  • Disponibilidade de água e fácil acesso.

  • Baixa incidência de granizo.

  • Que tenham sido cultivadas com culturas anuais, evitando-se as desmatadas e destocadas há menos de dois anos.

2.2) Quebra-ventos
Para reduzir os danos que o vento causa, além de diminuir a incidência de Xanthomonas e cancro bacteriano, recomenda-se:

  • Conservar os quebra-ventos naturais existentes.

  • Implantar quebra-ventos no espaçamento de 1,5 x 1 ,5m a 2,5 x 2,5m, dois anos antes da implantação do pomar ou no mais tardar  junto com este último. 

  • Preferir espécies de rápido crescimento e de copa alta, como por exemplo álamo, plátano, pínus, cipreste, casuarina, grevilha e outras. Na escolha das espécies, levar em consideração que a eficiência de proteção aos ventos é de seis a dez vezes a altura do quebra-vento.

Plantar os quebra-ventos com uma distância mínima de 1Om em relação às árvores frutíferas, evitando concorrência do sistema radicular no solo e sombreamento do pomar.

2.3) Preparo e correção do solo
As amostras de solo para análise devem ser coletadas nas profundidades de 0 a 20cm e de 20 a 40cm, seis meses antes do plantio, seguindo todos os procedimentos para que sejam representativas da área a ser plantada. Em cada bloco aparentemente homogêneo coleta-se uma amostra para cada profundidade, que deve ser composta por um mínimo de dez sub amostras bem misturadas.

Os resultados de análise do solo deverão ser interpretados segundo a Tabela Padrão de Interpretação da ROLAS para 20cm de profundidade. Estas recomendações deverão ser ajustadas na proporção da profundidade que se pretende fazer a incorporação.

A dosagem de calcário recomendada visa elevar o pH até 6. Utilizar corretivos, que após a reação no solo, deixem uma relação Ca/Mg no mínimo de 3/1.

É recomendável fazer a aplicação de 20kg de Bórax/ha, junto com a adubação corretiva.

A subsolagem e incorporação dos corretivos e adubos de pré-plantio, após a aplicação da metade do calcáreo, devem estar concluídas no mínimo três meses antes do plantio. deve ser efetuada com solo seco e a profundidade mínima de 60cm. Em seguida é feita uma primeira lavração com profundidade de 40cm incorporando os corretivos. Espalha-se então a segunda parte do calcário junto com a adubação de pré-plantio e dose de bórax de 2Okg/ha.

Uma segunda lavração é efetuada para incorporação destes corretivos e adubos. Após cada operação destas, retiram-se as pedras e raízes que aflorarem.

Nos casos em que não for possível atingir a profundidade recomendada no preparo do solo, recomenda-se fazer covas maiores de no mínimo 80 x 80 x 50cm de profundidade com correção e adubação de pré-plantio de todo o volume. Estas covas deverão ser abertas, corrigidas e fechadas com um mínimo de três meses de antecedência.

2.4) Mudas
A qualidade da muda é fundamental na implantação de um pomar de ameixeira, devido ao problema da escaldadura das folhas. A introdução de uma muda contaminada num pomar pode ter conseqüências desastrosas.

Assim, mudas obtidas no comércio devem obedecer aos padrões de muda do Ministério da Agricultura, ter boa procedência e garantias de bom estado sanitário, especialmente em relação à escaldadura.

2.5) Cultivares
As listas de cultivares são apresentadas por regiões do Estado, onde a obtenção de dados fenológicos e de produção acumulam informações suficientes para indicação das mesmas

  • Meio-oeste: Irati, América, Wade, Santa Rosa, Harry Pickstone, Amarelinha, Letícia, Simka.

  • Planalto Serrano Catarinense: Ozark Premier, Sordan, Letícia, Burbank, Santa Rita.

  • Sul Catarinense: Reubennel, Pluma 7, Amarelinha, Gema de Ouro, Harry Pickstone, Centenária, Januária.

Das cultivares de ameixeira avaliadas até o momento, nenhuma pode ser recomendada com garantia de sucesso, pois não são resistentes à escaldadura das folhas. Muitos produtores estão conscientes disto, mas consideram que a expectativa de lucros compensa os riscos da atividade. O principal risco é esta doença, pois não existe tratamento exeqüível na prática; não existe estrutura suficiente para fiscalização eficiente das mudas; a doença é transmitida por insetos, podendo chegar a pomares sadios; as poucas cultivares que apresentam resistência a campo têm problemas de qualidade ou produtividade, ou ainda não foram suficiente­mente testadas.

2.6) Polinização
Parte das cultivares de ameixeira requer polinização para frutificar. A polinizadora, além de florescer junto com a cultivar produtora, deverá ter compatibilidade com a mesma, ou seja, seu pólen deverá efetivamente fecundar o pistilo da cultivar produtora, caso contrário não haverá produção. Para garantir coincidência de floração, sugere-se o plantio de duas cultivares polinizadoras florescendo com alguns dias de diferença.

As plantas polinizadoras deverão ser intercaladas nas fileiras da cultivar principal, em cada 5 produtora plantar uma polinizadora, mudando a seqüência na filia seguinte.

Em pomares já implantados com problemas de polinização, as polinizadoras podem ser supridas através de sobre enxertia, ao menos parcial com o uso de buquês coletados em pomares vizinhos (enquanto os sobre enxertos não florescem o suficiente).

2.6.1) Combinação de polinizadoras
As combinações de produtoras e polinizadoras para as regiões do Meio-Oeste são:

  • Lrati: Reubennel, Amarelinha, Gigaglia.

  • América: Reubennel.

  • Wade: Harry Pickstone, Bruce e Methley. A Santa Rosa pode ser utilizada com auxílio de quebra de dormência para antecipar sua floração.

  • Amarelinha: Reubennel. Harry Pickstone pode ser utilizada com auxílio de quebra de dormência para antecipar sua floração. Gema de Ouro não foi testada no Meio-Oeste.

  • Letícia: Chatard, SA 13, Shiro, Songold

As combinações para o Planalto Serrano são:

  • Ozark Premier: Burbank e Coeur de Lion.

  • Sordan: Santa Rita.

  • Letícia: Ozark Premier, Chatard, SA 13, Santa Rita.

  • Burbank: Ozark Premier e Coeur de Lion.

  • Santa Rita: Sordan.

Para o Sul Catarinense, apenas a cultivar Amarelinha requer polinização, a qual pode ser combinada com as cultivares Gema de Ouro e/ou Reubennel.

2.7) Espaçamento

  • Para o sistema convencional de plantio em taça, recomendam-se os seguintes espaçamentos:
    6 x 4m - cultivares de vigor médio tipo Harry Pickstone.

  • 5,5 x 3,5m - cultivares pouco vigorosas tipo Simka.

2.8) Plantio
O plantio é efetuado entre 15 de junho e 15 de agosto, ou seja, depois da queda das folhas e antes da brotação das mudas.

O tamanho da cova depende do uso ou não da matéria orgânica e da profundidade do preparo do solo. A aplicação, na cova, de 10 litros de cama de aviário ou esterco de curral bem curtido é recomendada. Neste caso a cova deverá ter no mínimo 40 x 40 x 40cm e o esterco deverá ser misturado com toda terra removida da cova. Quando não for usada a matéria orgânica, a cova de plantio deverá ser suficientemente grande para abrigar o sistema radicular da muda.

Não se deve plantar quando o solo estiver muito molhado e pegajoso, para evitara compactação do mesmo e a ocorrência de bolsões de ar junto às raízes. As mudas devem ser plantadas na mesma profundidade em que estavam no viveiro.

Por ocasião do plantio a muda deve ser podada a uma altura de 60cm do solo e logo após, protege-se o solo ao redor da muda com cobertura morta.

A rega é indispensável logo após o plantio para assegurar o melhor contato possível entre a terra e as raízes. Aplicam-se 20 litros de água por planta, repetindo-se uma semana depois se não chover o suficiente neste intervalo.

  

3) PRÁTICAS CULTURAIS

3.1) Adubação de manutenção
Nos três primeiros anos usar 30, 60 e 90g de nitrogênio por planta, respectivamente. Usar um terço da dose no inchamento das gemas, um terço 45 dias depois e o restante 60 dias após a segunda aplicação.

Do quarto ano em diante ou quando as plantas entrarem em produção, os nutrientes e as quantidades a serem aplicadas devem resultar de uma análise conjunta dos seguintes parâmetros: análise foliar, análise periódica do solo, idade das plantas, crescimento vegetativo, adubações anteriores, produção, espaçamento, etc.

Quando for recomendada adubação fosfatada e/ou potássica, aplicar os nutrientes entre a pós-colheita e o início da brotação. Sempre que disponível, é desejável o uso de matéria orgânica, em substituição ao componente mineral, compensando as quantidades a aplicar conforme os critérios relativos ao uso de adubação orgânica. No uso de adubação orgânica, aplica-se toda a dose um mês antes da floração, para que a maior liberação de nutrientes ocorra no início do ciclo vegetativo.

A ameixeira é bastante sensível à deficiência de potássio, a qual acarreta sintomas parecidos com os da escaldadura das folhas. O boro deverá ser aplicado quando as plantas entrarem em produção, na dose de 2Okg/ha. Nos anos seguintes as aplicações serão feitas conforme necessidade indicada pela análise foliar.

COPERCAMPOS®

3.2) Quebra de dormência
Pode ser usada em casos particulares para antecipar a data de floração de uma cultivar polinizadora a fim de obter melhor coincidência com a cultivar principal; antecipar a colheita visando melhores preços.

Nestes casos pode-se aplicar uma calda de cianamida hidrogenada (Dormex) com concentração de 0,5% do ingrediente ativo mais 1% de óleo mineral, três a cinco semanas antes da data esperada para início da floração natural. A aplicação de thidiazuron (Dropp) na concentração de 0,02% do ingrediente ativo mais 1% de óleo mineral também tem apresentado bons resultados na quebra de dormência em ameixeira.

Para se obter boa eficiência no tratamento, o volume de calda deve ser suficiente para molhar todas as gemas até o ponto de gotejamento. Em pomar adulto isto corresponde a um volume de calda de 1 .300 a 1.500 litros/ha.

3.3) Poda e condução
A poda é uma prática normal, identificada pelo seu objetivo ou época em que é realizada (poda de formação, poda verde, poda de limpeza ou sanitária, poda seca ou de inverno, poda de renovação, poda de frutificação, etc).

A poda e condução bem feitas permitem dar boa formação à planta e equilibrar a produção, tornando-a mais constante e uniforme, com maior aproveitamento da luz e das práticas culturais.

Como regra geral, não é aconselhável podar plantas molhadas, para evitar contaminação com Xanthomonas e outras bactérias responsáveis pelos cancros bacterianos. E aconselhável, logo após a poda de inverno pulverizar o pomar com fungicida à base de cobre.

3.3.1) Formação da planta
A copa será conduzida com quatro ou cinco ramos mestres, eliminando-se, nas podas verde e de inverno, todos os lançamentos que competi­rem com os mestres. Na inserção dos ramos mestres com o tronco deve--se manter um intervalo mínimo de 10cm entre eles e uma abertura com inclinação de 30 a 450 com a vertical. O primeiro ramo mestre, ou o mais baixo, deve ficar 30 a 40cm acima do solo.

Os frutos que vingarem nos prolongamentos de ano dos ramos mestres deverão ser eliminados para não curvar os mesmos sob seu peso, nem enfraquecê-los.

Deve-se evitar o encurtamento nos ramos de ano, especialmente os prolongamentos dos mestres, pois esta prática favorece o surgimento de ramos ladrões, desequilibra a planta e atrasa sua entrada em produção.

A formação de plantas de ameixeira pode ser muito prejudicada pelo ataque da grafolita ou mariposa oriental (broca dos ponteiros), razão pela qual esta praga deve ser sistematicamente combatida através de pulverizações periódicas ou monitorada com armadilhas de feromônio.

3.3.2) Poda de frutificação
A poda de frutificação é realizada normalmente no inverno, sendo que a melhor época é no inchamento das gemas.

Nessa poda, eliminam-se inicialmente os ramos doentes, quebra­dos, muito machucados, mal situados e os ladrões remanescentes. A seguir busca-se definir as partes mais altas da planta para maior entrada de luz e arejamento, além de manter o formato de taça da copa.

A ameixeira frutifica em brindilas do ano anterior e em ramos finos mais velhos portadores de esporões. Assim sendo, não há necessidade de uma renovação anual de ramos produtores como no caso do pessegueiro. Contudo, há um envelhecimento dos ramos frutíferos que se curvam sob o peso das sucessivas safras, perdendo com isso o vigor até a senescência e posterior secamento. Ramos envelhecidos são renovados a cada três ou quatro anos num esquema de rodízio, deixando-se sempre um prolonga­mento com duas gemas vegetativas que poderão originar uma nova brotação.

Todos os cortes com diâmetro acima de 1cm devem ser protegidos, usando-se cola de tacos, ou tinta plástica, ou mastique, ou calda bordalesa a 10%, para evitar a entrada de agentes patogênicos (bactérias ou fungos).

3.3.3) Poda verde
Para plantas em produção com excesso de brotação, a poda verde pode ser necessária para permitir uma melhor insolação dos frutos e melhor penetração das pulverizações, reduzindo assim a incidência de podridões.

A poda verde é feita preferencialmente na primavera-verão até fevereiro no mais tardar. Objetiva manter a formação da planta e eliminar ou encurtar ramos com problemas, mal localizados, ou muito vigorosos (ladrões). Ramos ladrões devem ser eliminados ou encurtados quando atingem de 15 a 20cm de comprimento. O encurtamento reduz o vigor do ramo ladrão e permite transformá-lo em ramo de produção através de podas verdes sucessivas.

Ramos mais compridos em posição lateral podem ser torcidos em vez de eliminados, de modo a aproveitá-los no preenchimento de áreas com pouca ramificação, ajustando a estrutura da copa.

3.4) Controle a geadas
Como medidas de controle e prevenção a geadas, ressaltam-se:

  • Plantar as cultivares de floração mais precoce na parte superior da encosta.

  • Manter ou implantar barreiras ou quebra-ventos na parte acima do pomar.

  • Eliminar barreiras ou dar condições de escoamento do ar frio na parte inferior do pomar.

  • No período de perigo de geadas prejudiciais, manter o solo do pomar limpo e exposto, ao menos nas faixas de projeção da copa.

  • Pode-se usar sistemas ativos de controle a geadas, como calor úmido com aspersão de água, ou calor seco pela queima de material combustível.

3.5) Raleio
Essa operação visa aumentar o tamanho médio dos frutos produzi­dos, melhorando sua qualidade, evitando alternância de safras e quebra de ramos, pelo excesso de produção.

O raleio é feito com base na capacidade produtiva da planta e no tamanho do fruto característico de cada cultivar, definindo-se assim o número de frutos por planta; de tal forma que permita conciliar o maior tamanho dos frutos com a menor redução de produção por planta.

Faz-se então um primeiro raleio de algumas plantas representativas do pomar (quando os frutos atingirem 1cm no maior diâmetro), deixando 2.000frutos/planta, e em seqüência, faz-se o raleio das outras seguindo o mesmo padrão. O segundo raleio é feito duas ou três semanas mais tarde, quando se deixa de 1.000 a 1.100 frutos/ planta. A contagem é feita em apenas algumas plantas e o mesmo padrão de espaçamento entre frutos é usado para as demais.

O número de frutos deixados no raleio pode exceder em até 10% o número previsto para compensar uma eventual queda natural ou diminuição posterior. Após o raleio normal, deve-se repassar seguidamente as plantas, no desenvolvimento dos frutos, eliminando os defeituosos.

3.6) Fitossanidade
Poucos produtos fitossanitários estão registrados para a cultura da ameixeira no Brasil. Esta é a razão pela qual estão citados outros produtos fitossanitários usados em outros países na ameixeira, ou mesmo produtos registrados para pessegueiro no Brasil.

Entre as doenças que afetam a ameixeira, duas são especialmente limitantes: a escaldadura das folhas e a bacteriose ou Xanthomonas. Ambas são causadas por bactérias para as quais não existe controle químico curativo viável e eficiente.

Algumas Doenças como Podridão parda, Ferrugem tem tratamento, consulte agrônomo responsável. As pragas mais comuns são: Cochonilha branca, pulgão verde, Grafolita ou Mariposa Oriental, Mosca-das-frutas, Ácaro rajado, Vaquinha e outros besouros, todos com tratamentos específicos orientados por Engenheiro agrônomo. Além das doenças anteriormente citadas, pode também ocorrer nas cultivares Harry Pickstone e Reubennel a sarna, causada pelo fungo Cladosporium carpophylum. O controle desta doença é obtido com pulve­rizações de fungicidas no período compreendido entre a queda de pétalas/ separação do cálice até frutos com 2cm de diâmetro. Nos tratamentos pode-se empregar Benomyl (0,03% i.a.) , Captan (0,12% i.a.) ou Mancozeb 0,20% i.a.).

A isca tóxica para controle da mosca-das-frutas pode ser preparada com melaço ou açúcar (5 a 7%), ou proteína hidrolisada (1%) mais um inseticida como Malatiom (0,1% i.a.), ou Triclorfom (0,12% i.a.), ou Fenitrotion (0,075% i.a.), ou Dimetoato (0,05% i.a.). A isca deve ser aplicada em gotas grossas ao amanhecer em porções sombreadas da copa das árvores.

 

4) COLHEITA

Vários parâmetros são usados conjuntamente para definir o ponto de colheita, sendo por ordem de importância: a mudança da cor de fundo da película, a diminuição da firmeza e da acidez da polpa e a mudança de cor da polpa. O fruto deve ser colhido antes de amolecer, pois neste caso ficaria impróprio para o transporte e manuseio.

A colheita deve ser feita preferencialmente nas horas frescas do dia e todos os cuidados devem ser tomados para não machucar os frutos com as unhas e por batidas. Os frutos colhidos devem permanecer em locais sombreados.

Durante a colheita, usar sacolas e caixas plásticas de colheita, novas ou bem limpas e desinfetadas com solução de 1 % de hipoclorito de sódio (as águas sanitárias geralmente têm 5% de hipoclorito de sódio).

Para evitar o manuseio simultâneo de frutos podres com frutos sadios, o que propicia a contaminação destes últimos; a colheita deve ser feita por equipes diferentes ou em etapas sucessivas, com vasilhames específicos para frutos sadios e outros para frutos doentes ou podres. Estes últimos devem ser enterrados com cal virgem, ou então ser jogados em fossas de criação de inimigos naturais da mosca-das-frutas.

O transporte deve ser cuidadoso para não machucar os frutos, nem deixá-los expostos ao sol e ao calor. Quando o destino das frutas forem centros consumidores distantes, estas podem receber um pré-resfriamento até atingirem 1oC, antes de serem embarcadas. Este pré-resfriamento visa dar às frutas melhores condições de conservação.

    

5) ATIVIDADES PÓS-COLHEITA

5.1) No pomar
Após a colheita, os pomares não podem ficar descuidados e abando­nados. Deve-se eliminar frutos caídos, doentes, machucados ou mumifica­dos, bem como ramos doentes, machucados ou quebrados, cortando-os 20cm abaixo da parte atingida e protegendo os ferimentos e cortes.

Fazer adubação pós-colheita com N, quando necessário.

Observar ocorrência de pragas e/ou doenças e fazer tratamento com produtos fitossanitários adequados.

5.2) Beneficiamento dos frutos
Durante o transporte, seleção, embalagem e armazenamento, os frutos devem ser tratados com o máximo de cuidado, para não serem batidos, machucados ou expostos a condições prejudiciais.

A transferência de frutos de uma embalagem para outra deve ser evitada ou reduzida ao mínimo necessário.

A Portaria 127 de 4 de outubro de 1991, publicada no DOU em 9 de outubro de 1991, estabelece as especificações e padrões para as embalagens de produtos hortícolas, inclusive ameixas.

Fonte: Normas técnica para o cultivo de ameixeira em Santa Catarina. Epagri, 1996

 

   
© Copyright 2001 COPERCAMPOS® - Todos os direitos reservados
Desenvolvido por OtRo Systems