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1 ) INTRODUÇÃOO kiwi é uma planta pertencente à família Actinidiaceae, cujos cultivares comerciais são da espécie Actinidia deliciosa lang et Ferguson. Originário do sudeste da Ásia, das regiões montanhosas chinesas (400 a 800m de altitude), às margens de rios, onde cresce a sombra, das árvores na forma de vigorosas plantas trepadeiras, podendo atingir altura superior a 9 metros. Neste local a precipitações anual variam de 1200 a 1800 mm, temperatura média de 11 a 17 C e umidade relativa acima de 70%. No gênero actinidia existem mais de 100 espécies distintas, umas das quais a A. deliciosa, por isso, no futuro vislumbra-se a perspectiva de domesticação de novos tipos de kiwi completamente diferentes dos cultivares atuais. Kiwi começou a adquirir importância comercial a partir da Nova Zelândia, na década de 1950, com a criação de vários cultivares. A partir desse país se difundiu e se adaptou a uma grande variedade de situações climáticas, dos diversos continentes do mundo. A área mundial em pomares de kiwi é de 75.000 ha, com uma produção anual total de 1.040.000 t e com o envolvimento de 34.000 produtores. No Brasil, a cultura vem despertando um interesse crescente nos últimos anos, a partir da metade da década de 1980, em função dos bons preços alcançados pela fruta em nível de mercado, pelo potencial produtivo e baixo custo de produção e por apresentar poucos problemas fitossanitários. No país a área plantada está ao redor de 500 ha, destacando-se os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O kiwi é uma planta caducifólia suportando baixas temperaturas na época do repouso vegetativo, os quais são favoráveis neste período. O início da brotação se dá em setembro e a colheita até a 1ª quinzena de maio. Portanto, a ocorrência de geadas durante este período são muito prejudiciais. O destino principal da fruta de kiwi é o consumo "in natura", mas com os passar dos anos, novas técnicas de aproveitamento foram desenvolvidas, destacando-se a conserva enlatada, sucos, polpa seca (passas), iogurtes, sorvetes, sobremesas, geléias, vinhos, doces, amaciante de carnes, etc. O fruto geralmente é ressaltado pelo seu alto valor nutritivo. O kiwi destaca-se pela possibilidade de armazenagem em câmaras frias, por um período de tempo superior a seis meses, permitindo a oferta e venda do produto de forma escalonada.
2 ) APTIDÃO CLIMÁTICAEm termos de adaptação às condições edafoclimáicas, o kiwi apresenta potencial de plantio nas diversas regiões de clima temperado do Brasil, em áreas com o mínimo de 250 horas de frio com temperaturas abaixo de 7,2 C durante o repouso invernal. Ajustes de cultivares serão necessárias em função de requerimento diferenciado de horas frio entre os mesmos.
3) IMPLANTAÇÃO DO POMAR Escolha do local: O pomar deve ser implantado em áreas que apresentam as seguintes características:
3.2 ) Quebra-ventosPara reduzir os danos que o vento causa, recomenda:
3.3 ) MudasNa implantação do pomar de kiwi, a qualidade da muda é fundamental, devendo proceder de viveiro idôneo, com vigor e sanidade obedecendo aos padrões do Ministério da Agricultura. A muda pode ser produzida por estaquia e/ou enxertia. Ambos os métodos produzem mudas de qualidade e muito produtivas. O processo de estaquia é efetuado durante o período de crescimento da planta, isto é, quando se encontra coberta de folhas. Após cortadas, as estacas recebem em sua base um tratamento com hormônios (ANA/AIB) e, em seguida, seguem para uma câmara úmida, submetida a uma nebulização intermitente. A estaquia não necessita de enxertia, pois é um processo de propagação vegetativa. As estacas retiradas de plantas perfeitamente identificadas, comprovadamente sadias e produtivas, terão as mesmas características da planta-mãe. A muda produzida pelo processo de enxertia se inicia com a obtenção da porta-enxerto através da semeadura de sementes provenientes de frutas comerciais. Durante o período de repouso, com aproximadamente um ano, os porta-enxertos são enxertados com material procedente de plantas matrizes, perfeitamente identificadas e comprovadamente sadias e produtivas. A utilização de plantas produzidas através de sementes, sem o devido enxerto, não é recomendável para produção de frutos, porque nesse tipo de muda não é possível identificar as masculinas e femininas, e além do que, não pertencem a nenhuma variedade conhecida. Outro cuidado importante é que, antes de ser plantada no campo, a muda deve completar no mínimo um ano no viveiro, isto evita perda por ocasião do plantio e proporciona um maior desenvolvimento da planta. 3.4 ) Análise do soloColeta das amostras - As amostras de solo para análise devem ser coletadas numa profundidade de 40 cm seis meses antes do plantio seguindo todos os procedimentos para que sejam representativas da área a ser plantada. Os resultados de análise são acompanhados de recomendações de corretivos e adubos que seguem os padrões da ROLAS (a) para 20 cm de profundidade. Estas recomendações deverão ser ajustadas na proporção da profundidade que se pretende fazer a incorporação. A dosagem de calcário recomendada visa elevar o pH até 6,0. Usar corretivos, que após a reação no solo, fique com uma relação Ca/Mg, no mínimo de 3/1. É recomendável fazer a aplicação de 20 kg de Bórax/ha junto com a adubação corretiva. Para a cultura do Kiwi no Brasil ainda não existe uma tabela de adubação, mas sabe-se que ela extrai as seguintes proporções de nutrientes do solo (kg/ha/ano):
Fonte: Pat Sale. Suelo y fertilización para el kiwi. "Producción de Kiwi". Fac. de Agronomia. Univ. Católica de Chile. Abril 1988. 3.5 ) Preparo do solo e incorporação do corretivoA subsolagem e incorporação dos corretivos e adubos de pré-plantio devem estar concluídas no mínimo três meses antes do plantio. Na medida do possível a subsolagem é feita com subsolador pesado puxado por trator de esteira logo após a aplicação da metade do calcário e deve ser efetuada com solo seco e a profundidade mínima de 60 cm. Em seguida é feita uma primeira lavração com profundidade de 40 cm incorporando os corretivos. Espalha-se então a segunda parte do calcário junto com a adubação de pré-plantio e dose de Bórax de 20 kg/ha. Uma segunda lavração é efetuada para incorporação destes corretivos e adubos. Após cada operação destas, retira-se às pedras e raízes que houverem aflorado. 3.6 ) Sistemas de sustentaçãoVários sistemas de sustentação podem ser utilizados na cultura do kiwi sendo os principais:
3.7)
Plantio O tamanho da cova depende do uso ou não de matéria orgânica e da profundidade do preparo do solo. A aplicação, na cova, de 10 litros de cama de aviário ou esterco de curral bem curtido é recomendado. Neste caso a cova deverá ter no mínimo 40x40x40 cm e o esterco deverá ser misturado com toda terra removida da cova. Quando não for usada a matéria orgânica, a cova de plantio deverá ser suficientemente grande para abrigar o sistema radicular da muda. Por ocasião do plantio a muda deve ter no mínimo cinco gemas viáveis, e logo após o plantio protege-se o solo ao redor da muda com cobertura morta. A rega é indispensável logo após o plantio para assegurar o melhor contato possível entre a terra e a raiz. Aplicam-se 20 litros de água por planta, repetindo-se uma semana depois se no chover o suficiente neste intervalo. 3.8 ) EspaçamentoPara definição do espaçamento, depende do sistema de sustentação a ser usado (latada ou em T) e a cultivar. No sistema de latada, para as principais cultivares de kiwi nota-se os seguintes espaçamentos entre filas e plantas: Bruno
- 4,5 x 4 m, 4 x 4 m, 3,5 x 4 m. 3.9 ) CultivaresPara as regiões de clima temperado três cultivares produtoras, Hayward, Monty e Bruno, e duas polinizadoras Matua e Tomuri podem ser indicadas, as quais estão descritas a seguir:
3.10)
Polinização O kiwi é uma planta dióica, ou seja, produz flores masculinas e femininas em indivíduos diferentes sendo necessário a presença de plantas de ambos os sexos em um mesmo bloco e que floresçam ao mesmo tempo. O tamanho dos frutos está diretamente correlacionado com o número de sementes. Frutos grandes, bem polinizados, podem conter 1.000 a 1.400 sementes, ao passo que, frutos pequenos, mal polinizados no contém, mais de 50 a 100 sementes. Geralmente nos plantios comerciais, 15% das plantas são polinizadoras ( masculinas ). O vento pode contribuir na polinização, no entanto, os insetos, especialmente as abelhas tem um papel fundamental na transferência do pólen de flores masculinas para femininas. Para um hectare de kiwi de 8 a 10 colméias são necessárias, bem superior a outras culturas, como a macieira onde de 2 a 3 colméias são usadas. Isto porque a flor do kiwi no possui néctar, sendo menos atrativas as abelhas. É importante destacar que o pólen de flores masculinas de kiwi é viável somente durante o período de 2-3 dias após a abertura depois de que tornam-se senescentes e morrem. Por outro lado, flores femininas são receptivas ao pólen por 7-9 dias após abertura, mesmo que as pétalas tenham iniciado a queda. No entanto, a maioria das flores são polinizadas nos primeiros 4 dias. No caso de pequenos pomares a polinização manual pode ser realizada. Para tanto, coleta-se flores masculinas recentemente abertas e esfrega-se elas contra flores femininas por alguns segundos. Cada flor masculina pode polinizar aproximadamente cinco flores femininas.
4) FITOSSANIDADE 4.1 ) DoençasSão relativamente poucas as doenças limitantes para a cultura do Kiwi no mundo: podridão de frutos por Botrytis e Botryosphaeria; manchas das folhas causadas por Phoma e Colletotrichum, (Glomerella); infeção de flores por Botrytis e Sclerotinia; podridão das raízes por Phytophthora spp., Armillaria, Rosellinia e Rhizoctonia; podridão de pós-colheita por Botrytis; e doenças bacterianas causadas por Agrobacterium em raízes e Pseudomonas em ramos e flores. Dessas doenças, as podridões por Phytophthora e Rosellinia e a ocorrência de Botrytis, Glomerella e Botryosphaeria poderão afetar os cultivos no Brasil, pois estes patógenos estão presentes em outras culturas como macieira e videira. Podridão de raízes por Phytophthora podridão úmida e avermelhada que afeta a região de inserção das raízes principais e o colo das plantas. A casca da região do colo fica solta e avermelhada. Sua ocorrência tem sido associada ao alagamento da área do plantio, sendo rápida a disseminação entre plantas. Não ocorrem sinais visíveis do patógeno. A parte aérea apresenta amarelecimento, murcha e seca dos ramos. O controle deverá ser fundamentado no plantio de mudas sadias e na escolha do local do pomar, visando evitar condições que propiciem a asfixia radicular e predisponham a planta ao ataque do patógeno. Podridão por Sclerotium rolfsii: lesões de cor marrom, medianamente úmidas, localizadas na região do colo. Os tecidos afetados apresentam micélio com esclerócios brancos ou amarelados. A doença foi constatada em mudas e causa murcha e morte das plantas. A podridão por Sclerotium rolfsii no foi relatada em outros países. Este patógeno ocorre em outras fruteiras, especialmente em viveiros do sul do país, e poderá ser problema importante para a cultura do kiwi. Mancha de folhas por Botrytis: tecidos necróticos nas margens das folhas, que apresentam-se escuras e úmidas. O surgimento da doença parece estar relacionado com a ocorrência de períodos prolongados de elevada temperatura e umidade relativa do ar. 4.2 ) PragasO kiwi pode ser atacada por Vaquinhas que se alimentam das folhas e eventualmente por Lesmas. Também tem se observado o ataque por ácaros fitófagos e algumas cochonilhas, pulgões, lagartas enroladeiras de folhas e trips, ainda que todos eles sem maior importância econômica. Com relação aos nematóides, o kiwi é freqüentemente atacado pelo gênero Meloidogyne, que afetam as raízes e radicelas lesionando os tecidos através da formação de nódulos. Estas lesões favorecem a infecção por Phytophthora.Outra praga que vem causando prejuízos é a Mosca das Frutas, através da queda prematura dos frutos.
5 ) PODA E CONDUÇÃO5.1 ) Formação da PlantaSeja qual for o sistema de sustentação, a planta de kiwi deverá sempre ser conduzida de forma a se obter um único tronco, reto que a mais ou menos 15 cm abaixo do arame deve bifurcar, lançando dois ramos principais que se desenvolvem na mesma direção e em sentido oposto sobre o mesmo arame. Os dois ramos principais também devem ser retos sem nunca se enrolar no arame. Sobre os ramos principais sairão os ramos laterais que se desenvolverão na posição transversal sobre os arames onde serão amarrados, formando ângulo de aproximadamente 90 graus com os principais. Esses ramos são dotados de gemas mistas as quais darão origem a brotos com botões florais. Para se obter plantas bem formadas, além da poda de inverno realizada no mês de julho, é indispensável a poda verde que é realizada durante o período de crescimento da planta. A poda verde consta basicamente do desponte de alguns ramos excessivamente vigorosos que podem desequilibrar a planta e no desponte de ramos com desenvolvimento muito fraco ou que estejam se desenvolvendo em forma de espiral. No caso de plantas em formação, semanalmente deve-se fazer a amarração dos brotos. Imediatamente abaixo de uma folha é o ponto onde deve passa a fita, deixando sempre 20 a 30 cm de crescimento livre além da amarração. Este procedimento evita que a planta cresça em forma de espiral envolvendo o tutor.
5.2 ) Poda de frutificaçãoA poda de frutificação é anual e deve ser feita no período de dormência da planta, mais precisamente nos meses de junho, julho até meados de agosto. O kiwi frutifica no ramo do ano, originados de ramos do ano anterior. Portanto para uma boa produção, a poda de frutificação, é ao mesmo tempo uma poda de renovação, onde os ramos velhos, os que foram podados no ano anterior, darão lugar a ramos novos formados no último período de crescimento. Em outras palavras, uma planta de kiwi em produção possui um tronco e dois ramos principais que são permanentes e nunca são podados, o restante são ramos laterais que são podados de forma a substituir os ramos no podados no ano anterior por ramos novos. Nessa substituição deve-se procurar trazê-la o mais próximo possível dos ramos principais.
6 ) QUEBRA DE DORMÊNCIAA quebra de dormência artificial na cultura do kiwi deve ser uma prática indispensável para as principais cultivares produtoras e polinizadoras. Ela deve ser usada pelas seguintes razões:
Existem alguns riscos na aplicação de produtos para a quebra de dormência do kiwi:
Em função dos resultados obtidos em experimentos de quebra de dormência na cultura do kiwi, pode-se aplicar uma calda de Cianamida Hidrogenada de três a cinco semanas antes da data esperada para início de brotação, nas seguintes concentrações:
Um ponto importante na aplicação do produto é a necessidade de molhar muito bem todas as gemas até atingir o ponto de gotejamento. Devido a disposição das gemas em todas as direções ao longo dos ramos e a posição horizontal destes últimos dificultam o alcance das gemas pelo jato de pulverização. Os resultados serão melhores aumentando-se o volume de calda aplicada ao invés de aumentar a concentração do produto. Resultados recentes indicam que a eficiência da prática de quebra de dormência pode ser melhorada com a adição de 0,5 a 1,0% de óleo mineral para qualquer cultivar anteriormente referida.
7 ) RALEIOAtravés desta prática cultural, procura-se obter frutos de peso, formato e aspecto o mais uniforme possível, compatível com as exigências de mercado. No caso do Kiwi, esta prática é necessária, pois é característico nas principais cultivares comerciais, a ocorrência de frutos "trini", isto é, além do fruto principal a presença de mais dois frutos laterais no mesmo pedúnculo. A época adequada para o raleio é logo após o vingamento do fruto, período em que o fruto tem um rápido desenvolvimento. Também pode-se fazer o raleio no estágio de botões florais, pois nesta fase já é possível identificar as anormalidades "trini" e os botões florais que originarão frutos defeituosos (frutos planos).
8) CONTROLE A GEADAS As cultivares de floração mais precoce devem ser plantadas na parte superior da encosta. Manter ou implantar barreiras ou quebra-ventos na parte acima do pomar. Eliminar barreiras ou dar condições de escoamento do ar frio na parte inferior do pomar. No período de perigo de geadas prejudiciais, manter o solo do pomar limpo e exposto pelo menos, nas filas de plantas. Evitar adubar precocemente, com N. Manter o pomar com boa sanidade. Eliminar ramos doentes, machucados e ou quebrados. Fazer poda o mais tarde possível, evitando estimular a brotação. Nas plantas novas, proteger o tronco com palha ou papelão, ou lã com 4 cm de grossura e até 1 m de altura do solo desde o início do período até o fim do período de risco. Pode-se usar sistemas ativos de controle a geadas, como calor úmido, com aspersão de água, ou calor seco pela queima de material combustível.
9 ) COLHEITAPara se efetuar a colheita no momento adequado, deve-se usar o Refractômetro, aparelho que mede a concentração de açucares (Brix) existentes no suco dos frutos no momento da leitura. Dos estudos realizados, conclui-se que o grau refractométrico mínimo desejável para a colheita dos frutos é de 6,2 graus Brix. Consideram-se ótimos os valores compreendidos entre 7 e 9 graus Brix, enquanto 10 representa o valor máximo. Frutos colhidos com grau Brix abaixo do mínimo tem o seu tempo de conservação frigorífico reduzido, além de que no apresentam as suas características organolépticas típicas, pois no tiveram possibilidade de acumular em quantidade suficiente os açúcares que lhes conferem o seu delicado sabor (Brix ótimo para consumo: 14 a 16 graus Brix). 9.1 ) AmostragemPara se obter dados confiáveis sobre o ponto de colheita do Kiwi, deve-se tomar os seguintes cuidados para efetuar uma amostragem:
colher sempre os frutos de ramos mais vigorosos; evitar frutos de ramos sem folhas, com lesões na epiderme, ou qualquer
distúrbio no característico da cultivar; fazer a leitura no Refractômetro imediatamente após a colheita dos frutos (no deve exceder de uma hora após a colheita). 9.2 ) ColheitaObtido os graus Brix desejável, recomenda-se fazer a colheita em duas etapas procurando selecionar na primeira os frutos de melhores aspectos qualitativos e, na segunda etapa os frutos pequenos, mal formados e "queimados" pelo sol. Os frutos devem ser colhidos sempre sem o pedúnculo, com a polpa firme, tomando o cuidado para que o mesmo no sofra lesões físico-mecânicos, usando para isto sacolas de colheita adequadas. Recomenda-se colher com o tempo seco, evitando os dias de chuva ou muita umidade, pois o mesmo favorece as podridões por ataque de mofo cinzento durante a armazenagem e comercialização.
10 ) ARMAZENAGEM A FRIOO kiwi é uma fruta que pode se conservar bem em ambiente refrigerado. A refrigeração reduz a intensidade de respiração da fruta, prolongando assim a sua vida. Porém uma série de fatores podem influenciar na boa conservação da fruta, como: 10.1 ) Ponto de ColheitaRecomenda-se que seja colhido entre 6,0 e 6,5 graus Brix. 10.2 ) EmbalagemCaixas plásticas, bins ou caixas de madeira. As embalagens devem ser limpas. A fruta deve ser envolvida com polietileno (saco plástico) para evitar a perda de peso que no kiwi é acentuado durante uma longa armazenagem. A caixa de papelão não resiste a uma conservação prolongada devido a alta umidade relativa do ar. 10.3 ) EmpilhamentoDeve ser armazenado de forma que haja possibilidade de vistorias periódicas. Usar preferencialmente empilhadeiras elétricas. 10.4 ) Equipamentos FrigoríficosSão necessários equipamentos confiáveis para se manter uma temperatura e umidade relativa constante. 10.5 ) Temperatura de Conservação-0,5 a +0,5 graus centígrado, desde que o lote de kiwi tenha uma uniformidade e ponto de colheita adequado. A baixa temperatura pode causar danos a polpa da fruta e a alta temperatura um aceleramento na maturação do fruto. 10.6 ) Umidade Relativa do ArAcima de 92,0%. Envolvendo a fruta com polietileno, a umidade relativa do ar dentro da embalagem se mantém alta, caso contrário o kiwi sofre desidratação (murchamento) e conseqüentemente perda de peso e qualidade. 10.7 ) SeleçãoNa classificação das frutas para o armazenamento prolongado deve-se retirar os frutos com lesões mecânicos, "queimados de sol" e principalmente os frutos cuja polpa esteja mais mole, pois além de desencadear um processo de maturação mais acentuada devido a liberação de etileno podem ser atacadas por fungos e apodrecerem. 10.8 ) IncompatibilidadeApesar de várias frutas serem armazenadas em temperatura e umidade relativa do ar semelhante, o kiwi deve ser armazenado separadamente para no sofrer a ação do etileno liberado com mais intensidade por outras frutas climatéricas como a maçã, pêra e outras. O ideal não é somente separar por câmaras estas frutas, mas separar por unidades frigoríficas exclusivas para o kiwi. 10.9 ) Tempo de ArmazenagemAs variedades Bruno e Monty poderão chegar até cinco meses e a variedade Hayward até oito meses.
11 ) COMERCIALIZAÇÃOO Kiwi é uma das poucas frutas que não possui Portaria no Ministério da Agricultura sobre Normas de padronização e classificação. Desta forma, no existe para o mercado brasileiro regras na comercialização desde a classificação, seleção e acondicionamento (embalagem). De uma forma geral, segue-se os padrões internacionais visto a sua continuidade de oferta durante o ano todo no mercado graças a importação do Chile e da Nova Zelândia durante o período de nossa safra e da Europa (principalmente Itália) e Estados Unidos na nossa entressafra. No entanto o fato do Brasil não possuir uma Portaria que defina o assunto, boa parte do kiwi importado e comercializado no mercado nacional é de segunda categoria ou descarte, isto é, frutos que não atendem aos padrões mínimos de qualidade exigidos pelos tradicionais países importadores desta fruta. São encontrados diversos tipos de embalagens, mas de uma maneira geral tem se usado a caixa contendo 9 a 10 kg de frutos acondicionados a granel. Para a comercialização a polpa deve estar firme para obter um melhor preço. Para o consumo ela deve estar levemente mole e o teor de açúcares superior a 14 graus Brix. Paralela ao mercado do fruto "in natura", já existe um promissor mercado de polpa congelada, matéria-prima básica para a indústria de sucos, geléias, iogurtes, doces e bebidas. Eng. Agro. ROBERTO
ATUCHI YAMANISHI
12) BIBLIOGRAFIA
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