PULVERIZADORES

 

Tecnologia de aplicação de defensivos:

O sucesso da aplicação não depende somente de um bom equipamento e do defensivo usado de forma correta. Depende também de fatores a serem determinados no campo, com orientação especializada.

Dentre os fatores, lembramos alguns conceitos que devem fazer parte de um critério de avaliação para que resultados positivos sejam alcançados dentro do programa de controle químico de agentes biológicos (doenças, pragas e ervas daninhas).

  
   
Os principais fatores:

  • Momento oportuno: consiste em escolher o momento ideal em função das características do defensivo e também das condições do campo como:

  • Nível de infestação de pragas, doenças ou ervas daninhas;
      

  • Estágio de infecção de doenças;
      

  • Estágio de desenvolvimento das ervas daninhas;
      

  • Condições climáticas.
        

  • Segurança na aplicação: é fundamental que a segurança do homem, dos animais e do meio ambiente sejam preservadas. É obrigatório como norma de aplicação de defensivos o uso de equipamentos de proteção individual. Evitar a aplicação nas horas mais quentes do dia, com umidade relativa do ar abaixo de 55%. Ventos fortes, ventos com velocidade inconstante e com mudanças freqüentes de direção.
       

  • Dosagem correta: é fundamental, para qualquer tipo de aplicação, que a manutenção da dosagem correta do defensivo seja mantida durante todo o processo de tratamento. Isto é possível quando se tem um bom equipamento e também com a calibração correta do pulverizador antes de iniciar a aplicação.
        

  • Boa cobertura: uma boa cobertura consiste em atingir o alvo com uma boa uniformidade de distribuição, evitando sobreposições e faixas sem aplicação.

 

Manutenção de pulverizadores:

Os pulverizadores possuem vários componentes que necessitam de manutenção:

  • Bomba de defensivo:

  • Trocar o óleo a cada 100 horas de trabalho e mantê-lo no nível.
      

  • Trocar o reparo da bomba quando a mesma apresentar vazamento de água.
      

  • Após o uso e principalmente no inverno drenar toda a água da bomba, evitando assim rachaduras no cabeçote e nas camisas.

  • Circuito de pulverização:

Após o uso adicionar água no tanque e fazer com que circule para a retirada de resíduos.

  • Filtro de sucção:

Limpar o filtro sempre que abastecer o pulverizador.

  • Regulador de pressão:

Desmontar e revisar o regulador de pressão a cada 100 horas de trabalho.

  • Cardã:

Lubrificar diariamente.

 

Bicos de pulverização:

Os bicos mais utilizados são o tipo cone e o tipo leque:

  • Bicos cone:

Utilizados principalmente para produtos de ação de contato.

Produzem gotas finas dando maior cobertura na pulverização. São bicos que são muito suscetíveis à deriva, portanto deve-se evitar o seu uso quando existir a presença de ventos. São bicos que trabalham com pressão acima de 45 libras/pol2.

  • Bicos leque:

Os bicos do tipo jato plano(leque) possuem um ângulo de pulverização de 110º e trabalham com pressões baixas, a partir de 15 libras/pol2. Produzem gotas maiores, minimizando a deriva, mantendo um excelente padrão de deposição.

  • Bicos leque com indução de ar:

Ponta de pulverização de jato plano com indução de ar. Produzem gotas “grossas” e “muito grossas”. Trabalham com baixa pressão. Evitam a deriva e podem ser utilizados com ventos de até 20km/h.

 

Volume de calda:

O volume de calda não tem muita influência no resultado da pulverização, pois a quantidade de água por unidade de área tem a finalidade única de diluir, transportar e facilitar a distribuição do princípio ativo sobre a superfície alvo, seja ele solo, plantas, etc.

Isto significa que se pode obter uma mesma cobertura com diferentes volumes de pulverização.

Em geral para produtos de contato há necessidade de uso de um volume maior de calda.

Na nossa região o volume de calda varia de 80 a 250 litros por hectare.

 

Calibração do pulverizador:

Calibração do pulverizador através do vaso graduado (fornecido pelo fabricante do pulverizador).

Antes da regulagem do pulverizador de barras, efetuar uma revisão nos seguintes componentes:

  • Filtro de sucção - limpar.
       

  • Filtros de linha ou de barra - limpar.
       

  • Filtros dos bicos - limpar.
       

  • Mangueiras - se não estão furadas ou dobradas.
       

  • Bomba - se não há vazamento e nível de óleo ou graxa.
       

  • Bicos - se são todos da mesma especificação, se não estão gastos e se não diferem em mais de 10% de vazão de um para outro.

Após a verificação inicia-se a calibração.

Método prático:

  • Abasteça o pulverizador.
      

  • Marque 50 metros no terreno a ser pulverizado.
      

  • Escolha a marcha de trabalho.
      

  • Ligue a tomada de força.
      

  • Acelere o motor do trator até a rotação correspondente a 540rpm na tomada de força.
      

  • Inicie o movimento do trator no mínimo 5 metros antes do ponto marcado com as barras fechadas.
      

  • Anote o tempo que o trato gasta para percorrer os 50 metros.
      

  • Repita a operação para obter a média.
      

  • Com o trator parado, na aceleração utilizada para percorrer os 50 metros, abra as barras e os bicos e colete a calda de um bico no vaso calibrador, no tempo igual ao gasto para percorrer os 50 metros, efetuando a leitura na coluna correspondente ao espaçamento entre bicos. Colete vários bicos para obter a média.
      

  • Se o volume obtido for abaixo do desejado, aumente a pressão, se o volume for acima do desejado diminua a pressão.

 

Obs: Observar a pressão recomendada de acordo com o tipo de bico:

  • Bicos cone: de 45 a 200 libras/pol2.
      

  • Bicos leque (jato plano): de 15 a 60 libras/pol2.

 

 

   
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